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Testemunho de Ana Lourenço

Testemunho de Ana Lourenço, antiga aluna da EPO

Testemunho de Ana Lourenço

Testemunhos – O que dizem os alunos e antigos alunos da Escola Profissional de Odemira

Ana Margarida Lourenço foi aluna da Escola Profissional de Odemira. Frequentou o Curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural no triénio 1999-2003. Hoje integra o corpo docente da EPO.

 

Todas as vivências que temos ao longo da vida, contribuem para a formação da nossa personalidade. Cabe-nos, contudo, a nós, sabermos absorver o melhor para tirar partido de cada experiência da vida.

A escola profissional representou para mim, no ano de 1999, a possibilidade de obter o 12º ano e simultaneamente uma certificação profissional. Embora ainda não o soubesse na altura, foi a alavanca para as minhas decisões futuras.

O ensino profissional teve sempre para mim duas questões fundamentais, uma delas é a vertente prática dos cursos porque sempre considerei deste muito cedo que as pessoas não têm de ser todas teóricas, não tem todas que, necessariamente ter um percurso académico que inclua 12º ano, licenciatura, doutoramento, mestrado…

A outra questão fundamental é o facto de o curso profissional estar, na minha opinião, um patamar acima da certificação 12º ano do ensino regular, uma vez que oferece também uma qualificação profissional.

As escolas profissionais no geral, contribuem muito para a formação pessoal e profissional dos alunos, porque trabalham muito a sua vertente na prática, pondo à prova as capacidades de autonomia, de aplicação de conhecimentos técnicos e sobretudo estimula o contato com a realidade do mercado de trabalho.

Para além de todas estas questões, senti também na minha formação em particular na escola profissional de Odemira, que a proximidade com o corpo docente, foi um excelente auxílio na aquisição de conhecimentos, inserção no mercado de trabalho, estabelecimento de bons contatos e na realização de projetos que ainda hoje são possíveis graças à colaboração de alguns destes professores.

Optar por frequentar a escola profissional no triénio 1999/2003 foi uma decisão que me acompanha até aos dias de hoje.

Apesar de perceber desde muito cedo, que o contato com o público faria parte do meu percurso, ainda não sabia muito bem qual seria a área que me iria realizar enquanto profissional. O curso de “técnico de turismo ambiental e rural”, foi na altura a escolha que me pareceu mais correta e uma paixão que fui descobrindo e que continuo a descobrir ao longo da vida.

Após a conclusão do curso, fui adquirindo alguma experiência na área, e senti necessidade de me especializar mais naquela que seria, já sem dúvidas a minha profissão.

Trabalhei no Badoca Safari Park logo após a conclusão do curso profissional e só depois decidi que queria licenciar-me em gestão turística.

Fiz várias formações na área do atendimento e vendas, geri durante vários anos uma empresa de gestão de condomínios e arrendamentos turísticos.

Mais tarde, optei for fazer uma formação de formadores com o objetivo de poder vir a partilhar alguns dos meus conhecimentos e experiências com outras pessoas. Comecei por dar algumas horas de formação no instituto de emprego e formação profissional e não tardou muito até integrar no corpo docente da Escola Profissional de Odemira.

Hoje em dia faz parte do meu papel, dar o exemplo a tantos jovens com o intuito de sensibilizá-los à importância da conclusão do seu percurso escolar.

A escola profissional abriu-me a mim e abrirá aos atuais alunos, muitas portas. Tem uma elevada taxa de empregabilidade e um conjunto de oportunidades que os alunos devem reconhecer como únicas.

Considero que o ensino profissional acaba por ser o impulso que alguns jovens precisam para continuar a sua formação académica, especializando-se nas áreas que mais gostam, ou simplesmente para aprenderem uma profissão e entrarem no mercado de trabalho, sendo reconhecidos com profissionais de excelência, como tantos exemplos que saíram desta instituição.

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